domingo, 26 de junho de 2011

Adilson Batista seria o “racha elenco”?

     

A saída do técnico Adilson Batista do Atlético Paranaense logo tomou as manchetes da mídia e gerou diversos comentários nos meios virtuais. Consenso entre a maioria dos atleticanos, a saída de “pezão” foi comemorada por grande parte dos rubro-negros, após mais uma derrota pelo campeonato brasileiro, desta vez para o Bahia, na Arena, foi a 5° derrota da equipe, em seis rodadas. O que chama a atenção foram os comentários de alguns jogadores sobre a queda de Adilson, alguns, inclusive, que já trabalharam com o técnico em outros clubes.

Em sua página oficial no twitter, o meia Rodriguinho, que já teve passagem pelo Atlético Paranaense e atualmente joga no Azerbaijão, ainda durante o jogo twittou: “@rodrigocabral01  Se o Cap pr quiser reformular o grupo e a prioridade seria d urgencia um treinador capacitado e d HUMILDADE!!!”,[sic] enfatizando uma eventual falta de humildade do agora ex-treinador rubro-negro.

Após a confirmação da saída de Adilson do comando atleticano, o jogador foi mais duro nas críticas: “@rodrigocabral01 Aaaaaaa fica ai Adilson Baptista com seu auxiliar fera!!!!....o Cap precisa d pessoas comos vcs...TRAIRAS e PREPOTENTES!!”[sic]. 
Luciano Sorriso, jogador do Fortaleza, que já foi treinado por Adilson Batista no Figueirense e conversava com o jogador Rodriguinho através da ferramenta twitter, foi mais efusivo nos comentários: “lucianosorriso8 @rodrigocabral01 - Esses dias eu vi você falando dele aqui... Concordo com tudo que você falou..ele foi meu treinador no Figueirense. Cuzão!”[sic].

Respondendo a um tweet do ex-meio de campo atleticano Fernandinho, hoje no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que pediu por meio do microblog a saída do atual presidente Marcos Malucceli, o jogador ainda revelou, indiretamente, certa mágoa com o clube e com a diretoria atleticana, deixando subentendido que existe muita coisa errada nos bastidores do time da Baixada: “@rodrigocabral01  @fernandinhoSH7 Nao fora so ele Fer mais tda a cosnpiração q s aloja la!!!!”[sic].


 A dúvida que fica agora é: Como os jogadores do Atlético estavam reagindo às constantes “invenções” de Adilson Batista? Qual era a aceitação do técnico perante o elenco? O jeito truculento e xerifão do ex-comandante rubro-negro, com declarações muitas vezes polêmicas sobre o estilo de jogo ou sobre jogadores, teriam causado um suposto racha no elenco? Respostas que teremos nas próximas semanas com a definição do novo comandante...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Furacão dos extremos!

Enquanto Figueirense tenta manter a boa fase, Atlético ainda busca a formação ideal.


Quando Figueirense e Atlético Paranaense entrarem em campo no próximo domingo (19/06) o árbitro Sandro Meira Ricci (DF) dará início ao 16° jogo entre as equipes, que tem o time catarinense como vencedor do duelo.

Por sinal, a equipe do Estreito leva ampla vantagem em relação ao time paranaense. São apenas duas derrotas diante do campeão brasileiro de 2001. Mas, quando as equipes entrarem em campo, todos estes números serão deixados de lado. Até porque com certeza o torcedor mais exigente do Figueira trocaria todas estas vitórias por apenas um pontinho no confronto mais importante da história entre os clubes. No dia 08 de novembro de 2008, Figueirense e Atlético se enfrentaram pela 34ª. rodada do campeonato nacional. Ambos lutando pela permanência na elite. O Furacão paranaense acabou levando a melhor.

Em situações complicadas na tabela, o jogo poderia selar uma das equipes que viria a ser rebaixada naquele ano. Depois de um primeiro turno regular o Figueirense teve uma brusca queda na segunda parte do campeonato. Do lado contrário, o Furacão, comandado pelo então ídolo Geninho, vinha em grande ascensão. O jogo tinha tudo para ser dramático. Uma grande festa e pressão da torcida da casa, e uma presença maciça da torcida atleticana, que promoveu uma grande invasão ao estado vizinho.

Até aquele instante a equipe rubro-negra só havia vencido o time catarinense uma unica vez em toda história e, naquele momento, sequer o empate serviria para equipe atleticana. Pelo lado do Figueirense, apreensão: O time havia conquistado apenas uma vitória nos cinco jogos anteriores. Uma derrota para um concorrente direto poderia decretar um rebaixamento até então inesperado. E foi o que, para tristeza dos catarinenses, de fato aconteceu. Totalmente inerte pelo bem armado time atleticano a equipe catarinense não esboçou resistência ao time rubro-negro. Após cobrança de falta do meia Netinho, Alan Bahia subiu sozinho para abrir o placar aos 23 min. da 1ª etapa!  Melhor postado em campo e abusando dos contra-ataques a equipe atleticana soube ainda aproveitar o desespero do adversário e liquidou a fatura aos 19 min. do 2° tempo.



Após nova cobrança de falta de Netinho, Rafael Moura aproveitou o rebote do goleiro Wilson e, numa falha de cobertura da defesa do Figueirense, subiu sozinho para assegurar a vitória.
O resultado fez com que a equipe paranaense passasse a depender apenas de si para permanecer na elite. Já o Figueira, a partir deste jogo, passou a depender do tropeço do próprio Atlético, e de outras equipes. O time catarinense até que fez sua parte, vencendo os três últimos jogos no campeonato, mas, não contava com o também bom desempenho dos rivais na luta pela degola. Ao final, os pontos perdidos em casa acabaram fazendo falta para a permanência na elite do futebol nacional.


Encontro de Furacões


Olá galera, começo no blog comentando um jogo super interessante da 5ª rodada do Brasileirão. Um confronto de Furacões que colocará frente a frente o emergente Figueirense contra o ainda em formação Atlético Paranaense. Um jogo especial que marca o reencontro de duas torcidas apaixonadas, após o último jogo entre as equipes, em novembro de 2008. Por sinal, o jogo será realizado no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC), local em que os  times se enfrentaram em busca da permanência na elite do brasileirão daquele ano.

Já tive a oportunidade de ir para Floripa por diversas vezes, mas confesso que é difícil algo me agradar mais do que assistir um jogo em solo catarinense. O torcedor “manézinho” com seu jeito tímido de empurrar o time é diferente! Para ele, não importa camisa, não importa torcida. O que importa é fazer parte dos momentos marcantes proporcionados pelo seu time que, embora raros, não deixam de ser menos intensos! Nas duas últimas oportunidades o diário de bordo ocorreu no estádio da Ressacada, do Avaí Futebol Clube, (Ou seria "Avaê" como diriam os nossos "co-irmãos" catarinas) Agora o encontro será no lado preto e branco da cidade, no estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense Futebol Clube.

Confira abaixo as principais estatísticas sobre os dois times:
Até o momento, Figueirense e Atlético Paranaense se enfrentaram em 16 oportunidades. Foram seis vitórias da equipe catarinense contra apenas duas dos paranaenses. Ainda houve oito empates entre as equipes. No número de gols marcados o Figueirense também leva vantagem. Foram 26, contra apenas 20 dos paranaenses.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Analisando Los Hermanos

Los Hermanos é uma banda que trouxe muitas influências boas ao rock nacional; um som que mistura samba, rock, mpb, ska e bossa nova e que conseguiu apresentar um diferencial com relação as outras inúmeras bandas de rock brasileiro.

A banda originalmente formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba, Bruno Medina e Patrick Laplan, em seus quatro CDs lançados, apresentou um som com cara de Brasil, com jeito brasileiro e com a vibração que as músicas "pedem".

Los Hermanos, o primeiro CD, lançado em 1999, foi responsável pelo trabalho mais bem sucedido da banda. Nesse álbum estão os hits mais conhecidos pelo grande público, "Anna Júlia" e "Primavera". Apesar de ter levado a banda ao estrelato, vendendo mais de 350mil cópias, é um álbum que não tem nada a ver com o Los Hermanos da primeira década dos anos 2000.


A virada do milênio fez bem a banda carioca, que em 2001 lançou o álbum "O Bloco do Eu Sozinho", um CD bastante diferente do primeiro. Apesar de ná época em que foi lançado ter sido considerado o melhor álbum de música brasileira por muitos críticos, o "Bloco" vendeu apenas 35mil cópias, ficando bem abaixo do primeiro CD da banda. Músicas como: "Todo Carnaval Tem Seu Fim", Retrato Pra Iáiá", "Sentimental", são consideradas clássicos da banda. Nesse álbum a banda mostra a capacidade de "dar" a música o que ela "pede". Os arranjos deste álbum e dos demais que vieram pela frente formam uma composição única, algo que dá prazer em escutar.


Em 2003 a banda lança o terceiro álbum gravado em estúdio, Ventura, que para a maioria dos fãs é o melhor CD da banda. O Ventura rendeu ao Los Hermanos uma posição entre os 100 álbuns mais influentes da música brasileira, lista esta elaborada pela versão brasileira da Revista Rolling Stones. Nesse CD estão músicas como "Samba a Dois", "O Vencedor", "Cara Estranho", "Último Romance", dentre outras músicas boas. Esse álbum desperta o prazer em ouvir música.


E em 2005 sai aquele que seria o último álbum até então. Intitulado "4", o álbum traz músicas como: "O Vento", "Paquetá", "Morena", "Condicional", e alcança a marca de 50mil cópias vendidas, ganhando assim o disco de ouro. É um álbum tão bom quanto O Bloco do Eu Sozinho e o Ventura.


Los Hermanos apresenta em sua história quatro álbuns, porém apenas três mostram o som e a proposta de inovação que a banda apresentou. Não muito conhecida, ou conhecida apenas pelo hit "Anna Júlia", a banda é uma das mais influentes do rock nacional. Uma música com a cara e o jeito brasileiro.

Em maio o baterista Rodrigo Barba trouxe a tona o álbum Bloco do Eu Sozinho, tocando para relemebrar os 10 anos de lançamento do disco. Sem contar com a parceria dos ex-companheiros de banda, devido ao fato destes estarem envolvidos em outros trabalhos, Barba foi o único integrante da banda nesta retomada de um dos Cd's mais marcantes da MBP.